quinta-feira, 7 de maio de 2026

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Plataforma digital que alerta sobre o início de cada atividade vence o desafio do 1º Hackathon do Autismo, em Joinville

Chamada de “Rotininha”, a iniciativa foca no monitoramento das tarefas diárias de crianças e adolescentes com TEA
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Um aplicativo que auxilie na rotina das crianças autistas com um cronograma diário de orientação contendo horários e um apito sonoro que avisa o exato momento do início de cada atividade. Essa ideia foi a grande campeã do 1º Hackathon do Autismo, que aconteceu no sábado (22) e domingo (23) em Joinville.

A competição reuniu várias equipes envolvendo um total de 100 pessoas nestes dois dias de desafio e terminou com apresentação das ideias, também chamado de “pitch”, onde cada equipe defendeu a ideia e respondeu aos questionamentos dos quatro jurados. Durante toda a ação do 1º Hackathon do Autismo, promovido pelo Espaço Junior – Centro Especializado em Autismo, os grupos foram incentivados a elaborar projetos envolvendo tecnologia e inovação para melhoria da vida de pessoas diagnosticadas com autismo, seus familiares e toda a comunidade.

Um dos integrantes da equipe vencedora, o acadêmico Renan Iones, comenta que a intenção da plataforma é ser um facilitador integrando familiares, o autista e o médico da família. “Desde o início da nossa ideia, a finalidade era tornar o produto viável e atrativo para o mercado autista. Sem dúvida nenhuma, serve como um simplificador para clínicas e ONGs, ou seja, onde há um responsável pela área médica desta criança/adolescente diagnosticado com autismo. Pais e médicos poderão acompanhar a rotina do autista por meio desta plataforma digital, que pode ser um relógio no pulso da criança/adolescente”, explica o acadêmico.

Além dele, a equipe chamada de “Rotininha” foi composta pelo psicólogo Douglas Emanoel Silveira Ribeiro e por outros quatro acadêmicos de Engenharia de Software, da Católica Santa Catarina: Mateus Moraes Mautone, Eduardo Vinícios Klug, Leonardo Luis da Rocha, Mateus de Faria Silva.

Com o slogan “Aproveite o Hackathon e ajude a transformar a vida nas cidades por meio da tecnologia”, o 1º Hackathon do Autismo, promovido pelo Espaço Junior – Centro Especializado em Autismo, foi considerado um sucesso pela organização do evento. Para Renata Pessoa Nogueira, diretora técnica do Espaço Junior, o intuito foi reunir ideias para apoiar toda a comunidade. “Desde o início temos como missão, impactar positivamente a vida de todos que vivem e convivem com o espectro autista, por isso promovemos esse encontro de ideias para além da parte técnica, usar a tecnologia e a inovação para envolver, escola, sociedade, família, clínica, toda a comunidade autista”, explica.

O terceiro lugar alcançado pelo acadêmico Gustavo Larsen e sua equipe serviu como estímulo para continuar buscando soluções para o dia a dia das pessoas. “Estar em um hackathon é desafiador e empolgante. Sabemos que o autismo é um tema importante, mas pouco abordado. Esta é uma experiência única e, com certeza, vale muito a pena”, pontua Gustavo.

“Participar do Hackathon foi engrandecedor. O que chamou a atenção foi a pertinência das ideias e como elas estão ligadas aos problemas do dia a dia enfrentados por pais, clínicas e como eles puderam de uma forma até sutil, trazer soluções totalmente aderentes e aplicáveis às nossas necessidades”, expõe o jurado e profissional de TI, Carlos Eduardo Macoppi.

Esta primeira edição do Hackathon do Autismo contou com a organização das Comunidades Hack Inova e Hackathon Shift. O Espaço Junior promoveu o evento envolvendo seus profissionais em todas as etapas do processo, desde a organização à participação. O Centro Especializado em Autismo, tem três unidades em Joinville. O evento ocorreu na unidade Centro, na Rua Marechal Deodoro, 69. O Espaço Junior nasceu há quatro anos, em Balneário Camboriú, e já expandiu seu propósito de humanizar, desenvolver e potencializar as competências de cada indivíduo, por oito unidades em Santa Catarina. O time de atendimento é especializado em neuropsicologia, fonoaudiologia, psicomotricidade, terapia ocupacional, neuropsicopedagogia, musicoterapia e psicologia. Tudo isso para permitir que cada um tenha seu desenvolvimento único, proporcionar conquistas, superação de limites e permitir evolução contínua a crianças e adolescentes diagnosticados com transtorno do espectro autista.

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