A Secretaria de Saúde e Saneamento da Prefeitura de Barra Velha detalha nesta terça-feira 14, o processo de regulação dos serviços eletivos disponíveis no município.
A espera pelo atendimento eletivo infelizmente faz parte da rotina dos usuários do Sistema único de Saúde – SUS. Apesar de necessário, o fato de aguardar para ser atendido gera dúvidas frequentes sobre os prazos e as responsabilidades dos prestadores destes serviços.
Segundo o secretário de saúde, Rogério Pinheiro, “notamos essa preocupação dos pacientes ao observar os comentários das nossas publicações nas redes sociais”.
É considerado como eletivo todo procedimento médico que pode ser agendado, ou seja, situações como consultas com médicos especialistas, exames clínicos e cirurgias. Em Barra Velha, existem duas formas de se organizar estas atividades.
A primeira delas é pelo Tratamento Fora de Domicílio – TFD (responsável por regular as demandas da rede SUS que são realizadas em outras cidades). Segundo a coordenadora do setor, Elaine Santana, “trabalhamos com uma infinidade de procedimentos, desde exames como colonoscopia, endoscopia e ressonância magnética até cirurgias de grande porte como as ortopédicas, por exemplo”.
Cada serviço, após ser solicitado, pelo médico do município, (nas Unidades Básicas de Saúde – UBS e na Policlínica), ou por um especialista da rede SUS de outra cidade, é direcionado para uma fila de espera diferente.
De acordo com Elaine, consideradas algumas exceções, a maioria dos exames clínicos vai para a fila de espera municipal, onde os pacientes são inseridos de acordo com a gravidade de sua situação e a disponibilidade de cotas do município nos prestadores credenciados.
Priscila Silva, agente administrativa do TFD, explica: “quem faz toda essa análise é o médico regulador do TFD, com base nas informações do quadro clínico do paciente, presentes na solicitação dos exames”. Para ter acesso a essa fila, basta acessar o portal da transparência municipal no link https://www.olostech.com.br/saudeweb/Publico/le/le_consulta.asp
Rogério ressalta que: “no caso de cirurgias e consultas com especialistas como ortopedia de alta complexidade e oncologia o agente regulador é o estado”. A classificação dessa fila obedece os mesmos critérios da municipal, porém reúne muito mais pessoas e pode levar mais tempo no aguardo, visto que é estadual. Para verificar tal classificação basta acessar o link https://listadeespera.saude.sc.gov.br/#/home e inserir os dados solicitados.
Já os especialistas como pediatra, neurologista e ginecologista presentes na rede SUS do município, atendem ao público pela Policlínica e também tem sua prioridade administrada pelo médico do TFD. Agendas como a das unidades Básicas de Saúde – UBS, do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS ou Centro Especializado em Reabilitação – CER são geridas internamente, conforme as necessidades de cada local.
Para Fernando Bernardes, diretor do TFD, “não podemos prever prazos para os agendamentos. Nas duas filas, municipal e estadual, o que conta é o estado geral do paciente. Nossa orientação é: se houver piora no quadro de saúde, o paciente deve retornar ao profissional que solicitou o procedimento e pedir para que sejam adicionados novos dados clínicos relacionados ao seu problema”.
