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terça-feira, 13 de outubro de 2026

sábado, 10 de outubro de 2026

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Vereadores mirins de Araquari participam de debate sobre assédio nas escolas

Os 13 vereadores mirins de Araquari participaram nesta quarta-feira, 26, de um seminário sobre assédio nas escolas, em encontro promovido pela Câmara de Vereadores de São Francisco do Sul

Os 13 vereadores mirins de Araquari participaram nesta quarta-feira, 26, de um seminário sobre assédio nas escolas, em encontro promovido pela Câmara de Vereadores de São Francisco do Sul. A atividade também integrou a Câmara Mirim de Piçarras e contou com três palestras de doutorandos do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

As crianças e jovens de Araquari foram acompanhados de servidores da casa de leis e do presidente da Câmara de Vereadores, Sidinei Xavier. “É uma oportunidade de integrar o Programa Vereador Mirim, desenvolvido em ambas as cidades, e uma maneira que as nossas crianças e jovens têm de aprender mais sobre o tema”, destacou.

Pâmela Laurentino, doutoranda da UFSC, discorreu sobre os impactos e consequências do assédio. Entre os sinais que uma criança demonstra ao estar sendo assediada, a professora explicou que o humor fica deprimido, há ansiedade e medo, choro frequente, agressividade, alteração no padrão de sono e isolamento social. “Como consequência, vem a dificuldade de relacionamento social, a baixa autoestima, a fobia escolar, a tristeza e a depressão”, disse.

A vereadora mirim, Ana Clara Custódio, destacou que aprendeu sobre os diferentes tipos de assédio que podem ocorrer na escola. “Agora sei, principalmente, que pode ser verbal ou físico”. Segundo a educadora da UFSC, romper com o silêncio é o primeiro passo no combate a violência, além de tentar conversar com os pais ou pessoas próximas para denunciar o assediador. “É fundamental que dentro desse processo de enfrentamento se pense em como romper o silêncio da criança ou jovem assediado”, explicou Pâmela.

Francine Costa, falou sobre os tipos de assédio. “As violências têm várias dimensões, elas podem ser de cunho psicológico ou físico. Bullying é a prática mais comum, mas existem outros tipos de assédio como o sexual”, disse a doutoranda da UFSC. De acordo com a profissional é preciso praticar políticas de prevenção; falar sobre o tema com os estudantes é uma forma de conscientizar.

Assis Felipe Menin, doutorando na mesma universidade, abordou o cyberbullying. Os profissionais destacaram ainda que “é preciso ficar atento aos olhares e gestos mais simples e ao que eles estão demonstrando e lembrar sempre que vítima não tem culpa”. Membros do Conselho Tutelar e da Polícia Militar acompanharam as discussões do seminário.

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