A nova Praia do Gravatá, em Navegantes, está oficialmente liberada pro uso de moradores e turistas desde a quarta-feira. A liberação veio após a avaliação do Corpo de Bombeiros Militar, que garantiu as condições de segurança da orla depois da conclusão da obra do alargamento da faixa de areia.
Os trabalhos do engordamento mobilizaram equipes e máquinas por 22 dias, mantendo a praia fechada para o público no período. O projeto contemplou o bombeamento da areia dragada, espalhamento do material, assentamento do solo e retirada da maior parte da tubulação.
A prefeitura explica que, devido às más condições do tempo, alguns tubos ainda estão na orla, no trecho das entradas 80 e 81, mas serão recolhidos na próxima segunda-feira. A linha de tubulação submersa no mar será retirada nos próximos dias. Nenhum dos dois serviços, segundo o município, impediram a liberação do uso da praia. “Agora que houve a liberação, a primeira coisa que faremos é a limpeza, que acontecerá todos os dias no local. Daqui em diante, as pessoas poderão caminhar, correr, brincar, enfim, usar a praia da melhor maneira possível”, explica o secretário de infraestrutura, Roberto Ferreira.
O alargamento da praia teve investimento de R$ 31,5 milhões. A obra começou em 20 de julho, na foz do rio das Pedras e avançaram em direção ao molhe do Gravatá, somando um trecho de 2,3 quilômetros.
A faixa de areia está prevista pra estabilizar com 70 metros de largura, considerando o levantamento das marés médias, conforme o projeto. Com o alargamento, se formou duas enseadas no Gravatá, uma entre o molhe a ilhota do Gravatá e outra entre a ilhota e a pedra da Miraguaia. As formações naturais ajudam na contenção da areia.
Adaptação e operação contra as escarpas
Durante o período de adaptação da nova praia, as equipes da prefeitura farão um trabalho inicial contra as escarpas, espécie de “degraus” que se formaram na orla devido à ação das marés. Esse efeito é comum e já era esperado no projeto.
“Com a formação das escarpas, passaremos com equipamentos para quebrá-las e espalhar a areia, para que ninguém corra nenhum risco no uso da praia”, esclarece o secretário Roberto Ferreira.
A prefeitura ressalta que as escarpas são desníveis temporários que podem se formar onde a areia foi depositada, especialmente pela ação do mar após eventos como ressacas, marés altas e tempestades.
O alargamento foi projetado com medida de proteção costeira, mas também pra estimular a economia e o turismo. O próximo passo na orla prevê definição de melhorias na urbanização, com novos passeios, quiosques e banheiros.










