A Polícia Civil de Navegantes identificou os três menores de idade que estavam soltando pipa com cerol no sábado de carnaval, na BR-470, quando o motociclista Luiz Eduardo Scloneski, de 21 anos, morreu degolado pela linha cortante.
A identificação foi possível através de imagens de câmeras de monitoramento de empresas próximas ao local do acidente. A mãe de dois menores já prestou depoimento ao delegado Osnei Valdir.
Segundo o policial, os envolvidos são dois garotos gêmeos, de oito anos, e um terceiro menor, de aproximadamente 11 anos. O trio estava soltando pipa com cerol quando Luiz Eduardo passou de moto, com a esposa Kaline Antunes na garupa, pelo quilômetro dois da BR 470, por volta das 16h30 do dia 1º de março. A linha cortante atingiu o pescoço do motociclista, que morreu degolado na hora.
Após o acidente, os menores correram para se esconder nos fundos de uma clínica de reabilitação perto da empresa Rovitex, e fugiram em direção ao bairro São Paulo levando os carretéis e as pipas.
Um homem que estava nas imediações ajudou Kaline e acionou o Corpo de Bombeiros, mas o impacto da linha foi fatal. A polícia apurou que o cerol não era caseiro, mas comprado num comércio da região, apesar dos carretéis não terem sido apreendidos.
A família dos gêmeos veio do Pará para morar no bairro São Paulo. Os familiares do menor de 11 anos ainda não foram identificados. O delegado busca identificar um quarto jovem que fazia parte do grupo que soltava pipa às margens da rodovia.
O delegado Osnei Valdir destacou a necessidade de conscientização nas escolas sobre os perigos de soltar pipa com cerol. “Tanto os jovens, crianças e adolescentes quanto os familiares precisam ser conscientizados. Precisamos mudar essa cultura e entender que uma simples brincadeira pode causar fatalidades, como essa que tivemos recentemente”, explicou.
Já os estabelecimentos flagrados vendendo linha cortante estão sujeitos a multa, conforme a legislação vigente. O uso e a venda da linha com cerol são proibidos desde 2001 em Santa Catarina.