quinta-feira, 7 de maio de 2026

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Mulher morre após usar caneta emagrecedora contrabandeada do Paraguai em BC

A moradora de Camboriú, estava na casa do sogro, em Balneário Camboriú, quando passou mal na manhã do dia 1º maio, um dia após aplicar a quinta dose do medicamento, que teria sido contrabandeado do Paraguai.
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Uma mulher de 31 anos morreu após passar mal depois de utilizar, sem acompanhamento médico, uma caneta emagrecedora com o medicamento Mounjaro. O caso foi relatado à Rádio Menina de Balneário Camboriú pelo sogro da vítima e acende um alerta sobre o uso irregular desse tipo de substância.

Segundo o relato, a mulher, moradora de Camboriú, estava na casa do sogro, em Balneário Camboriú, quando passou mal na manhã do dia 1º maio, um dia após aplicar a quinta dose do medicamento, que teria sido contrabandeado do Paraguai.

Minha nora passou mal depois de tomar a 5 dose de ‘mounjaro’ contrabandeado do Paraguai. A aplicação foi feita por uma pessoa sem experiência médica sem nenhum conhecimento técnico”, relatou o familiar.

Ainda conforme o depoimento, a vítima apresentou sinais de mal-estar logo ao acordar. Minutos depois, foi encontrada caída dentro de casa. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e identificou quadro grave, com pressão arterial de 7 por 4 e arritmia cardíaca.

A mulher foi encaminhada a uma unidade de pronto atendimento, onde sofreu três paradas cardíacas. Após ser reanimada, foi transferida ao hospital, mas voltou a apresentar novas paradas e não resistiu. “Ela teve mais 3 paradas, foi entubada e um tempo depois o pior aconteceu”, afirmou o sogro.

O caso levanta preocupação sobre o uso indiscriminado de medicamentos injetáveis para emagrecimento, prática que, segundo especialistas, tem se tornado cada vez mais comum.

Riscos do uso sem acompanhamento

O médico endocrinologista Marcelo Hissa confirmou que esse tipo de situação tem sido frequente na prática clínica. “São bastante comuns na nossa prática. Principalmente porque a gente está vendo muitas dessas medicações sendo contrabandeadas, vendidas sem receita médica”, afirmou.

Ele alerta que o uso inadequado pode trazer riscos graves à saúde, especialmente quando não há controle sobre a procedência do produto. “É muito comum esse tipo de complicação. Primeiro, porque a gente não consegue atestar a qualidade do medicamento que está sendo usado”, explicou.

Entre os principais problemas estão reações gastrointestinais intensas, desidratação, queda de pressão e até complicações mais graves. “Pode levar a náuseas, vômitos, diarreia… a pessoa pode evoluir com fraqueza, queda na pressão e até baixa de açúcar, a pessoa passar mal, estar desmaiando”, detalhou.

O endocrinologista também chama atenção para a forma de aplicação, muitas vezes feita por pessoas sem qualificação. “Você não tem controle do que está sendo injetado em você, não sabe se é uma ampola real, se está contaminado com algum tipo de bactéria”, disse.

Segundo ele, esse tipo de medicação tem indicação específica e deve ser utilizado apenas com acompanhamento profissional. “São indicados principalmente para aqueles pacientes que estão tentando perder peso, mas já estão com mudança de estilo de vida”, explicou.

Para o médico, há uma banalização do uso dessas substâncias com fins estéticos. “As pessoas hoje em dia querem ser bonitas, não querem ser saudáveis e se jogam a qualquer solução fácil”, afirmou.

A orientação é clara: “Não faça nenhum tipo de caneta sem orientação médica. Faça seus exames e só depois pense em fazer a caneta, mas sempre com orientação médica”.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também alerta que produtos comercializados de forma irregular, sem registro ou procedência conhecida, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese, já que não há garantia de qualidade, segurança ou composição.

O caso segue como alerta para os riscos do uso de medicamentos sem prescrição e acompanhamento adequado.

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