A ação é realizada através da aplicação do BTI (Bacillus Thuringiensis Israelenses), um larvicida biológico, seguro, eficaz e atóxico. O produto é utilizado para o controle da população do mosquito ainda na fase de larvas, quando vivem em lagos e riachos. Segundo especialistas, o BTI não contamina o ambiente e não provoca danos a outros organismos. A toxina é liberada apenas dentro do sistema digestivo do borrachudo, que morre por deixar de se alimentar.
Horácio Schwochow, Engenheiro Agrônomo da Secretaria, diz que o trabalho é feito para auxiliar o desenvolvimento da região. “Uma das grandes dificuldades do Distrito do Saí é a infestação de borrachudos e temos usado o BTI nas cachoeiras e córregos da região”, explica ele.
De acordo com moradores do distrito, a presença dos borrachudos diminuiu bastante, fruto do trabalho de voluntários, que também auxiliam na aplicação do larvicida. Para Aldo Heymanns, diretor de Pesca e Agricultura da Secretaria, a ajuda dos voluntários é essencial. “Temos que agradecer aos voluntários que estão fazendo esse trabalho e também um pedido especial, que a comunidade, principalmente da Vila da Glória e do Estaleiro, nos ajude neste trabalho de controle do borrachudo”.
Os trabalhos com os voluntários começaram em novembro do ano passado, logo após a realização de um treinamento promovido pela Secretaria para o uso do BTI.
O ciclo do borrachudo
Diferente do mosquito da dengue (Aedes aegypti), os borrachudos precisam de rios com água corrente, oxigenados. São espécies diferentes, e precisam ser combatidas de maneiras diferentes.
Cada fêmea do mosquito pode colocar até 2.500 ovos no seu ciclo de vida, que dura em torno de 30 dias. Ela deposita os ovos em folhas e galhos submersos em água corrente. Em seguida, seus ovos viram larvas e pupas e, depois de 25 dias, o borrachudo adulto sai de dentro da água.
Após fertilizada, a fêmea do mosquito procura um mamífero para picar, por conta da necessidade de sangue para o desenvolvimento dos ovos que ela carrega, que pode ser o de humano. A coceira causada pela picada é devido à injeção de uma substância que provoca uma reação alérgica na pele.

