A Polícia Civil prendeu, mas já liberou um homem suspeito da morte de Thelma Barth Ribeiro, de 67 anos. O marido dela, um médico de 71 anos, também foi gravemente ferido na madrugada de ontem, num crime que teria iniciado num assalto.
O crime foi por volta das 4h no apartamento do casal, no residencial Mar de Kara, na avenida Cirino Adolfo Cabral, na Meia Praia, em Navegantes.
Em depoimento, o suspeito, que seria morador de rua, negou participação no brutal assassinato. A Polícia Civil segue com a investigação para confirmar se ele foi o autor do ataque que matou Thelma com golpes de faca e deixou o marido em estado grave. O médico foi socorrido e levado ao hospital de Navegantes, sendo depois transferido ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí.
Inicialmente, a ocorrência está sendo tratada como latrocínio, que é roubo seguido de morte. Segundo as informações da Polícia Civil, o criminoso teria entrado no prédio pelo primeiro andar, usando a lixeira para acessar a sacada do apartamento. O imóvel fica em frente ao posto guarda-vidas, na entrada 55.
De acordo com a polícia, o suspeito teria atacado o casal que acordou com o barulho e foi surpreendido com o criminoso dentro do apartamento. O marido e a mulher lutaram com o criminoso, mas ela acabou morta com o rosto desfigurado. O marido ficou gravemente ferido. A faca usada no crime foi apreendida, segundo a Polícia Civil.
Gritos na madrugada
Os vizinhos ouviram gritos de socorro e barulho de vidros quebrando, acionando a PM na madrugada. Como não havia acesso imediato pela porta, os policiais entraram pela sacada e encontraram as duas vítimas cobertas de sangue, com lesões graves, principalmente na cabeça. Thelma já estava morta. O marido estava vivo e foi atendido pelos bombeiros voluntários antes de ser levado ao hospital.
O bandido deixou o prédio possivelmente ferido. A polícia identificou vestígios de sangue que indicam uma possível rota de fuga pelos fundos do imóvel. Um suspeito foi localizado na tarde de ontem, ainda no bairro Meia Praia, e levado para a delegacia. “Nós apreendemos algumas roupas, ele foi ouvido e liberado. Com a continuidade das investigações é que teremos condições de atribuir a ele a autoria”, informou o delegado Osnei Valdir.
