Depois de fundar em 1996, em Jaraguá do Sul, o “Clube do Andarilho” (dedicado a longas caminhadas), junto com o meu maior amigo DORIVAL GRUETZMACHER (1948-2021) e a mascotinha KIKA (uma querida linguicinha, sempre sem coleira alguma, 1994-2025) fundei/fundamos o “Clube do Pedarilho” (voltado a viagens de bike), em 2004.
Em 2005, depois de eu ler sobre um tal de “Caminho de Peabiru”, resolvi criar uma pedalada, envolvendo este percurso de ligação entre duas civilizações: a Guarani (espalhada à beira do Atlântico) e a Inca (distribuída entre os Andes e o Oceano Pacífico).
E este percurso milenar, transcontinental, não só de forte conteúdo histórico, mas, também, filosófico, espiritual e turístico, tem um ramal que passa por Santa Catarina, Paraná, e, depois, segue, pelo Paraguai, Bolívia e Peru, cortando matas, rios, cataratas, pântanos e cordilheiras.
O Caminho de Peabiru é algo tão fantástico – por seu tamanho, função e características – que, até hoje, a civilização moderna não conseguiu construir nenhuma rodovia ou ferrovia ligando os dois oceanos, de ponta a ponta.
A verdadeira história do Peabiru ainda é um mistério. Uma das teorias mais aceitas é a de que o caminho é a menor e melhor rota entre os Oceanos Atlântico e Pacífico, razão pela qual, adquiriu um importante papel no intercâmbio cultural e na troca de produtos entre as nações indígenas. Dizem que foi aberto pelos guaranis, aconselhados por seus deuses, na busca constante de uma mitológica “Terra Sem Mal”, território mágico onde seria a morada dos ancestrais, o lugar onde as roças cresciam sem serem plantadas e onde a morte era desconhecida.
Pelo Peabiru transitaram, além dos indígenas, também, desbravadores pós Cabral, como soldados, jesuítas (em suas missões de catequese aos guaranis), aventureiros, enfim, os artífices da história do sul da nossa América do Sul.
O português Aleixo Garcia, o “Cabeza de Vaca”, foi o primeiro europeu a fazer contato com os Incas, no ano de 1524, a partir do litoral de SC, que – depois de diversas peripécias e confrontos com inúmeras tribos – retornou com peças de ouro e prata tomadas dos incas.
Em resumo, foi pelo Peabiru que a civilização europeia adentrou o oeste e subiu aos Andes e, com velocidade: o gado, por exemplo, introduzido no Brasil em 1502, apareceu já em 1513 na Corte Incaica.
Ainda em 1537, o caminho permitiu a fundação de Assunção, no Paraguai, como que provando ser o maior vazadouro cultural e civilizador sul-americano.
Enfim, o Peabiru é um caminho de importância inquestionável e deve ser pesquisado, para que as raízes do nosso povo sejam mantidas vivas entre o maior número de cidadãos e não apenas na memória de poucos estudiosos.
O “Clube do Pedarilho” baseou-se no ramal Massiambu (Palhoça) > Florianópolis > Barra Velha > Barra do Itapocu > Guamiranga > Estrada do Bananal > Guaramirim > Jaraguá do Sul > Mafra > Rio Negro para, entre 27 e 29.03.2009, pedalar quase 200 km, sendo solenemente recepcionados, quando da passagem por Barra Velha, pelo então Prefeito, o saudoso SAMIR MATTAR, meu Professor de Vendas e Marketing na WEG, que ministrava aulas a mim (então Vice-Presidente da WEG Automação) e ao futuro Presidente Corporativo do Grupo WEG (HARRY SCHMELZER JÚNIOR), na varanda da sua casa, na Praia do Tabuleiro. Saudades e … Muitas !!!
Por fim, parabéns à atual Gestão Pública de Barra Velha, pelo lançamento da Sede do “Parque Natural Municipal Caminho do Peabiru”, neste 16.05.2026, momento este, no qual, infelizmente, estarei ausente, por participar da Caminhada e Festa dos 30 anos do “Clube do Andarilho”, em Jaraguá do Sul. Pena e … Muito !!!
Ah !!! … um P.S. !!!: fico à disposição para colaborar, junto ao Poder Público, à criação de mais uma atração turística para Barra Velha: o “Ciclo Pedal CAMINHO DE PEABIRU” !!!
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