David Goggins, ultramaratonista de elite e palestrante motivacional, conhecido mundialmente por suas extremas disciplina mental e resiliência física, criou a chamada “regra dos 40%”, que afirma: “quando a mente grita para se parar e avisa que se chegou ao limite, usou-se apenas 40% da capacidade real”.
Esta “Regra dos 40%” ganhou notoriedade no ecossistema do desenvolvimento pessoal e dos esportes de alta performance, por sua premissa simples na teoria, mas brutal na prática: o cérebro humano funciona como um mecanismo de proteção conservador, pois ele não foi projetado para nos fazer alcançar o nosso potencial máximo; ele foi projetado para nos manter vivos, já lá desde a sobrevivência de nossos ancestrais em ambientes hostis, onde a escassez de alimento era uma constante e o sistema nervoso precisou desenvolver um sistema de alarme antecipado.
Na vida pessoal, profissional ou na construção de um negócio próprio, a “parede dos 40%” se manifesta na forma de esgotamento mental, falta de criatividade, burocracia sufocante ou crises financeiras, em que a maioria dos projetos promissores é abandonada, não porque são inviáveis, mas porque se atingiu limites de tolerância à incerteza e ao estresse. Assim, o sucesso no longo prazo só tem chegado, não aos que têm as ideias mais brilhantes, mas àqueles quem têm a capacidade de continuar em frente, ajustando a rota e mantendo-se motivados em cenários desoladores.
E este colunista, após mais de 07 décadas de vida, entre caminhadas, corridas, maratonas e ciclo viagens pelo mundo, bem como labutas em diferentes esferas, enfrentando desmotivações, quedas e momentos difíceis, até parecendo intermináveis, aprendeu uma grande lição: “o ser humano é imensamente maior do que as suas desculpas; assim, quando a mente manda parar, ela não está dizendo a verdade absoluta sobre as suas capacidades; ela está apenas fazendo o trabalho dela, que é manter a gente seguro, confortável e … medíocre (!!!)”.
Contra isso, o corpo deve ser guiado por uma mente treinada, disciplinada e consciente, pois possui reservas de energia, força e resiliência, que raramente se chega a descobrir, porque é comum o recuo ao primeiro sinal de dor.
Em outras palavras, a questão nunca é uma mera limitação física. O corpo humano é uma máquina biológica extraordinária, capaz de suportar cargas de trabalho e estresse vertiginosos. A questão, sempre, é a capacidade de tolerar o desconforto.
Em resumo, quem chega ao pódio de uma competição, ao fim de uma desafiante aventura, à liderança de uma empresa ou à maestria sobre a própria vida, não é alguém a quem tudo veio fácil, nem uma pessoa abençoada com talentos extraordinários e que nunca precisou suar.
É alguém que olhou para o abismo do cansaço, ouviu o grito de socorro de cada parte do corpo implorando pelo fim do esforço, sorriu para o desconforto e, ainda assim, deu o passo seguinte. É alguém que entendeu que “os primeiros 40% são apenas o aquecimento e que é na vastidão silenciosa dos 60% restantes que a verdadeira essência é esculpida”.
Então, atenção: quando a sua mente disser para parar, lembre-se: você está apenas começando !!! … rsrsrs …
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