terça-feira, 16 de junho de 2026

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Emílio da Silva Neto

Textos quinzenais (como os 👆👇) sobre EXCELÊNCIA NO TRABALHO E NA VIDA, sendo a “EXCELÊNCIA” a busca da melhor versão de cada um, em busca do desenvolvimento de empresas, cidades e estados, para um futuro melhor ao Brasil

PhD/Dr.Ing, PósDoc
Ex-Professor Engenharia UFSC
Ex-Diretor Superintendente WEG
Cofundador ARCO-ÍRIS Alimentos (www.arcoirisespecialidades.com)
Cofundador FECIAL Agroindústria
Conselheiro e Consultor Empresarial Familiar (www.consultoria3s.com)
Qualificando a Orientador e Professor da FDC-Fundação Dom Cabral (www.fdc.org.br)

Cada de Repouso Recanto Bom Viver

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A importância da renovação política municipal

A permanência prolongada de mesmos grupos políticos no comando de um município gera vícios, enfraquecimento na renovação de ideias e acomodação ...

Mesmo estando há pouco tempo em Barra Velha, como morador fixo, eu participo ativamente do Associativismo Regional, via CDL-BV SJI, AEBAVE-Associação Empresarial de Balneário Piçarras e Barra Velha, ABLSC-Academia de Letras do Brasil Seção SC, Movimento BARREX-Barra Velha Rumo à Excelência (futura ADL-Associação de Desenvolvimento Local) e  Associações de Bairro. Estou presente, ainda, com colunas, em 08 jornais que circulam pelo litoral norte de Santa Catarina.

Enfim, bem munido de informações de todos os espectros e interesses, o que eu escuto frequentemente é que o desenvolvimento do município de Barra Velha anda meio travado, porque “elites políticas” estão, há muito tempo, comandando os destinos públicos locais, trocando entre si interesses (ora, se degladiando, ora espertamente se unindo), “monotonia” esta não saldável para o poder público, principalmente, municipal, por contrastar com o que leva ao efetivo progresso urbanístico e socioeconômico.

Sim, a administração pública municipal exerce influência direta sobre a vida das pessoas, pois é no município que os cidadãos sentem, diariamente, os efeitos das decisões políticas: a qualidade das ruas, da saúde básica, da educação, da limpeza urbana, da segurança comunitária, da mobilidade, da iluminação pública e do planejamento urbano.

Ou seja, diferentemente das grandes estruturas federais ou estaduais, a política municipal está próxima da população e impacta o cotidiano de forma imediata. Justamente por isso, a continuidade dos mesmos grupos políticos no poder, por longos períodos, merece reflexão profunda.

Mesmo a experiência administrativa possuindo valor, a permanência prolongada de mesmos grupos políticos no comando de um município tende a gerar vícios, acomodação, concentração de poder e enfraquecimento da renovação de ideias.

Sim, quando os mesmos grupos permanecem décadas controlando a prefeitura, cria-se um ambiente propício à formação de estruturas fechadas de influência, com os setores da administração passando a funcionar, mais para preservar interesses políticos do que para servir ao cidadão. E, assim, a máquina pública transforma-se em instrumento de perpetuação de poder, enfraquecendo a meritocracia, limitando o surgimento de novas lideranças e reduzindo o espaço para ideias inovadoras.

Ou seja, a repetição dos mesmos sobrenomes, das mesmas alianças e das mesmas figuras políticas, durante gerações, produz desgaste institucional, com a democracia deixando de respirar plenamente.

Em resumo, nenhuma gestão, por mais eficiente que tenha sido em determinado momento, pode considerar-se dona permanente da administração pública.

Em outras palavras, a continuidade prolongada favorece o fenômeno da acomodação administrativa. Gestores que permanecem muito tempo no poder, ou que acreditam possuir domínio permanente da estrutura pública, tendem a reduzir o senso de urgência, fazendo projetos inovadores tornarem-se menos frequentes, diminuindo a disposição para ouvir críticas e enfraquecendo a autocrítica.

Contudo, a renovação política não significa negar totalmente o passado, tampouco destruir tudo o que foi construído anteriormente. Pelo contrário: a verdadeira maturidade política consiste em saber preservar aquilo que deu certo e corrigir aquilo que fracassou, com os novos gestores devendo ter inteligência para aprender tanto com os acertos, quanto com os erros das administrações anteriores.

Mas, acima de tudo, deve-se evitar instalar-se, aos poucos, aquele conformismo perigoso de que “sempre foi assim” e/ou de que “não há necessidade de mudar”.

Afinal, não queremos isso para a nossa querida Barra Velha, certo  ?!?

𝕰𝖒𝖎́𝖑𝖎𝖔 𝕯𝖆 𝕾𝖎𝖑𝖛𝖆 𝕹𝖊𝖙𝖔

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