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sexta-feira, 17 de julho de 2026

quarta-feira, 1 de julho de 2026

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Alta empregabilidade impulsiona procura pelo Curso Técnico em Plástico do SENAI Joinville

Formação já qualificou mais de 430 profissionais desde 2014 e prepara novas turmas para 2027

A necessidade crescente da indústria do plástico por profissionais especializados tem reforçado a importância da formação técnica em Santa Catarina. Em Joinville, o Curso Técnico em Plástico do SENAI vem se consolidando como uma das principais portas de entrada para o setor, registrando cerca de 95% de empregabilidade entre os alunos e formando mão de obra para atender uma cadeia produtiva que segue em expansão.

Ofertado desde 2014 na unidade SENAI Joinville Norte, o curso nasceu da parceria entre o SIMPESC (Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina), o SINDPLAS (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Material Plástico de Joinville e Região) e a FIESC/ SESI/ SENAI-SC. A iniciativa busca aproximar a formação profissional das necessidades das empresas, ao mesmo tempo em que amplia o acesso dos trabalhadores à qualificação técnica por meio do subsídio oferecido pelas entidades. Cada entidade oferece 15% de desconto, totalizando 45% de subsídio.

Ao longo de pouco mais de uma década, os resultados demonstram o impacto da iniciativa. Com apoio do SIMPESC (Sindicado da Indústria de Material Plástico da Indústria de Santa Catarina), 323 profissionais já concluíram a formação. Outros 109 técnicos foram capacitados por meio da parceria com o SINDPLAS (Sindicado dos Trabalhadores nas Indústrias do Material Plástico), totalizando 432 profissionais preparados para atuar em diferentes áreas da indústria de transformação de plásticos.

Com carga horária de 1.232 horas, o curso capacita os estudantes para atuar em processos de transformação, fabricação e reciclagem de materiais plásticos. A formação contempla conteúdos relacionados ao processamento de polímeros, caracterização de materiais, controle da qualidade, regulagem de processos produtivos, normas técnicas, segurança do trabalho e sustentabilidade.

“Além do conhecimento em sala de aula, a metodologia privilegia atividades práticas em laboratórios e ambientes que reproduzem a realidade industrial, permitindo que os alunos desenvolvam competências exigidas pelo mercado e ingressem nas empresas já familiarizados com os processos produtivos. A qualificação profissional é um dos caminhos mais importantes para fortalecer a indústria e ampliar as oportunidades para os trabalhadores”, indica o presidente do SINDPLAS, Carlos Henrique Radun. Segundo ele, a parceria com o SENAI demonstra que, quando sindicatos e instituições de ensino atuam juntos, é possível formar profissionais preparados para atender às necessidades das empresas e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento de carreiras sólidas. Para Radun, os quase 500 técnicos formados por meio da iniciativa representam um investimento no futuro do setor plástico e na valorização da mão de obra especializada.

Novas tecnologias
A alta empregabilidade dos egressos acompanha um cenário de forte demanda por profissionais qualificados. A modernização das indústrias, a incorporação de novas tecnologias e a necessidade de ganhos em produtividade têm ampliado a busca por técnicos capazes de atuar na operação e otimização dos processos industriais. Para muitas empresas, encontrar profissionais com formação específica em plásticos continua sendo um dos principais desafios para acompanhar o ritmo de crescimento do setor.

De olho nessa demanda, o SENAI Joinville já prepara novas turmas para o primeiro semestre de 2027, com vagas nos períodos matutino e noturno. Podem ingressar candidatos matriculados a partir do segundo ano do Ensino Médio ou que já tenham concluído essa etapa de ensino.

“A expectativa é continuar ampliando a oferta de profissionais qualificados para um segmento que ocupa posição estratégica na economia catarinense. Mais do que atender às necessidades imediatas das empresas, a formação técnica contribui para fortalecer a competitividade da indústria, estimular a inovação e preparar profissionais para acompanhar a evolução tecnológica dos processos produtivos”, explica o presidente do SIMPESC, Fernando Pedro de Oliveira.

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