Um técnico de enfermagem de 26 anos, que trabalhava no Samu em Itajaí, está internado em isolamento no hospital Marieta Konder Bornhausen, com suspeita de mpox, doença viral conhecida anteriormente como varíola dos macacos. A informação foi confirmada ao DIARINHO pela secretaria municipal de Saúde, que acompanha o caso.
Segundo relato recebido de conhecidos da vítima, o enfermeiro pode ter sido contaminado ao atender um detento do presídio da Canhanduba há cerca de 10 dias. O homem apresentava manchas pelo corpo, sintomas compatíveis com a doença, e morreu na ocasião.
Após o atendimento, o profissional começou a apresentar sintomas e foi internado no sexto andar do hospital. A secretaria informou que o paciente está em observação e atua como técnico de enfermagem, vinculado a uma empresa terceirizada do município. A secretaria não confirmou o atendimento ao preso.
Amostras de sangue do enfermeiro foram coletadas e enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Florianópolis, responsável pela análise e confirmação do diagnóstico. Até o momento, não há confirmação do caso. O município também destacou que, em 2026, não há registros confirmados de mpox em Itajaí.
Até 21 de fevereiro, foram notificados 20 casos suspeitos em Santa Catarina, dos quais nenhum foi confirmado. Dez casos foram descartados, um foi classificado como provável e nove permanecem em investigação. A quantidade representa uma queda de 65,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando já haviam sido confirmados 12 casos.
“A mpox é uma infecção contagiosa e, por isso, a pessoa deve permanecer em isolamento até a completa cicatrização das lesões. O cuidado é voltado ao alívio dos sintomas e o controle de infecções secundárias. A principal forma de evitar a transmissão é reduzir contatos de risco, evitar aglomerações diante de sintomas e procurar atendimento médico ao surgirem os primeiros sinais”, afirmou o médico infectologista da Dive, Eduardo Campos de Oliveira, ao divulgar os dados em fevereiro.
A doença
A mpox é uma doença causada pelo vírus MPXV, do gênero orthopoxvirus. A transmissão acontece principalmente por contato próximo e prolongado com pessoas infectadas, especialmente quando há lesões na pele, como feridas, bolhas ou crostas, além de contato com fluidos corporais.
A infecção também pode acontecer por meio de objetos contaminados, como roupas, toalhas, roupas de cama e utensílios. Apesar do nome antigo, a doença não é transmitida por macacos.
A origem do vírus ainda não é totalmente conhecida, mas há indícios de ligação com pequenos roedores de regiões da África. Entre os principais sintomas estão lesões na pele, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios, fraqueza e ínguas.
A orientação das autoridades de saúde é que pessoas com sintomas procurem atendimento médico, evitem contato próximo com outras pessoas e mantenham medidas de higiene. O tratamento é focado no alívio dos sintomas e acompanhamento clínico.


