Diversos países estão adotando o modelo criado pelo urbanista e professor franco-colombiano Carlos Moreno, professor da Universidade de Sorbonne, em Paris: o chamado modelo “Cidade 15 Minutos.
A proposta “Cidade 15 minutos” baseia-se na oferta de trabalho, estudo, serviços e lazer em até 15 minutos de caminhada ou de bicicleta, para áreas municipais bem povoadas, e de 30 minutos para regiões “metropolitanas” (intermunicipais).
Vários países estão adotando o modelo em todos os seus territórios ou em algumas de suas regiões, entre os quais, a Grã-Bretanha, a Escócia, a Itália, a Espanha, a Coréia do Sul, a Mongólia e o Uzbequistão. A Itália, inclusive, aprovou uma lei de “regeneração urbana”.
No total, já são mais de 400 cidades no mundo, que implantaram este modelo de “smart mobility”.
Em síntese, nas “Cidades 15 Minutos”, a proximidade representa uma via para reconciliar a ecologia, a economia e o social, com impacto positivo na oferta de mais empregos e na coesão das comunidades.
Isto porque seu conceito prioriza proximidade, significando menos automóveis, mais zonas verdes, mais caminhadas e mais saúde. O modelo, também, impulsiona mais atividades econômicas locais, mais empregos regionais, mais circuitos para conexões sociais e mais bairros com mais espaços para as pessoas.
E como o mundo precisa destas soluções, este conceito de “cidades 15 minutos” está sendo adotado, com uma rapidez cada vez maior, abrangendo tanto cidades grandes, como as de tamanho intermediário e, também, as pequenas, do porte da nossa crescente Barra Velha.
Esta nova “economia geográfica”, territorialmente mais próxima de onde as pessoas vivem, foi inspirada por Paul Krugman, economista norte-americano, laureado com o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas, em 2008, por suas análises pioneiras sobre padrões de comércio e localização das atividades econômicas, ajudando a explicar como e por que o comércio e a urbanização ocorrem.
E, assim, a economia de uma cidade passa a ser medida não só por seu Produto Interno Bruto (PIB), mas, também, por indicadores que priorizam o território na geração de empregos e a criação de atividades locais para proporcionar melhor qualidade de vida.
Enfim, que tal, então, Barra Velha, situada entre os dois maiores PIBs de SC (Joinville e Itajaí), se destacar, diferenciando-se delas, como sendo uma “cidade 15 minutos” ?!?
Seria “must”, não ?!?
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