sábado, 18 de abril de 2026

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Opinião - Fabiano Schmidt

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Ataque dos EUA, prisão de Maduro e esperança aos venezuelanos

Intervenção dos EUA na Venezuela reabre debate sobre soberania, democracia e o silêncio histórico da população diante do colapso venezuelano

O ataque militar dos Estados Unidos da América (EUA) à Venezuela, com a captura e prisão do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, devolve esperança ao sofrido do povo venezuelano. Ainda não sabemos o que virá de agora em diante, o futuro da Venezuela ainda é inserto.

Embora o presidente Donald Trump tenha afirmado, neste sábado (3), que os EUA “irão governar o país até que haja uma transição adequada e justa”, não há informações claras sobre prazos nem sobre como esse processo de transição será conduzido, o vice de Maduro já declarou que vai assumir o governo, incertezas sobre o rumo desta governança.

Com a intervenção do governo dos EUA a única certeza que se tem no momento é que a realidade da população venezuelana é de não ser pior do que está hoje, o sentimento e possível realidade é de tudo será melhor.

Não fosse essa realidade — ignorada de forma hipócrita pelo presidente Lula e pela esquerda progressista brasileira — quase 8 milhões de venezuelanos não teriam fugido do país nos últimos 20 anos. São pessoas perseguidas pela ditadura de Maduro, empobrecidas e que buscaram refúgio em outros países em busca de condições mínimas de vida.

Curiosamente, Santa Catarina — estado rotulado pela extrema esquerda como “fascista” — é a unidade da federação brasileira que mais recebeu venezuelanos.

Basta perguntar aos trabalhadores venezuelanos que vivem em Santa Catarina o que eles pensam sobre o regime que deixaram para trás, todos falam sobre suas experiência negativas que sofriam em seu pais e como estão vivendo hoje no Brasil.

A opinião deles vale mais do que a de muitos acadêmicos que analisam o tema a partir do conforto do ar-condicionado, em um universo paralelo e utópico.

O PT, que reconheceu a eleição fraudulenta na Venezuela e que por duas décadas silenciou diante de um regime brutal, sanguinário e criminoso, agora, como era previsível, critica o ataque à “soberania da Venezuela”.

O ideal, evidentemente, é que os próprios países resolvam seus problemas políticos internos. Contudo, quando um regime governa à base da força, com apoio das Forças Armadas e fraude eleitoral sistemática, não há como esperar uma saída civilizada e democrática.

É igualmente evidente que os EUA possuem interesses econômicos no petróleo e em outros setores estratégicos da Venezuela; negar isso seria ingenuidade.

O intervencionismo, ainda assim, não é desejável. Mas, se a ação deste sábado servir para melhorar as condições de vida do povo venezuelano, ela acaba por se justificar.

Já estava mais que na hora de se tomar uma providência enérgica contra essa ditadura pelo qual estava destruindo um país, mastigando e maltratando a população através de da tirania Maduro.

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