A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e a Defesa Civil de Itajaí receberam, na última quinta-feira, o pedido de autorização para a demolição completa do edifício Irajá, no final do beco da rua Almirante Barroso, no centro de Itajaí. Os donos do prédio atingido por um abalo na estrutura no dia 15 de abril, decidiram demolir o imóvel e vão contratar uma empresa especializada para o serviço.
A demolição deve ser feita em duas etapas. Nos primeiros 10 dias úteis será feita a preparação e a derrubada da estrutura. Nos 20 dias seguintes, serão retirados os entulhos e feita a limpeza do terreno.
Segundo comunicado dos proprietários, a retirada dos pertences dos moradores está na fase final e conta com acompanhamento diário de equipes de engenharia. A nota também informa que a estrutura principal não apresentou alterações significativas desde o afundamento inicial, o que permite o acesso ao interior do prédio.
A decisão pela demolição total foi tomada por causa do alto custo e do tempo necessário para a recuperação do edifício. O pedido de Licença de Demolição foi protocolado e segue em análise pela Auditoria Fiscal da Seduh. A previsão é de que a autorização seja concedida ainda nesta semana, desde que toda a documentação exigida seja apresentada.
Segundo os donos, a empresa responsável pelo serviço tem experiência, equipamentos adequados e equipe técnica especializada. Os trabalhos devem começar pela área onde houve maior afundamento, nos fundos do prédio, para reduzir riscos às construções vizinhas.
Quatro andares
O edifício foi construído em 1975 e, atualmente, segundo a Defesa Civil, 65 pessoas moravam nos 16 apartamentos distribuídos em quatro andares. O prédio pertence à família Müller e é administrado pela empresa Irajá. Os proprietários também informaram que vão monitorar e avisar aos vizinhos antes e durante a demolição.
O contrato prevê prazo de 30 dias úteis para a conclusão dos trabalhos, com início em até três dias após a liberação da licença. A prefeitura informou que vai acompanhar todas as etapas para garantir a segurança da comunidade e evitar problemas durante o processo.
Projetos são de 1975
O edifício cedeu e afundou na noite de 15 de abril. Os moradores deixaram o local às pressas, apenas com a roupa do corpo. Três pessoas tiveram ferimentos leves por conta da quebra de vidros. As famílias foram levadas inicialmente para um abrigo no salão paroquial da igreja Matriz, mas a maioria seguiu depois para casa de parentes e amigos.