sexta-feira, 17 de abril de 2026

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Prédio em colapso no Centro de Itajaí é lacrado de vez após avanço de rachaduras

Situação é de risco até para bombeiros e agentes da Defesa Civil. Edifício deverá ser escorado pra retirada de pertences. Demolição será avaliada.

O edifício Irajá, no final do beco da rua Almirante Barroso, no Centro de Itajaí, foi lacrado de vez pela Defesa Civil na manhã desta quinta-feira, após o avanço das rachaduras, conforme avaliação de técnicos da prefeitura. O edifício que cedeu e afundou na quarta-feira à noite continua estralando e está se inclinando para os fundos. Durante a madrugada, o prédio cedeu cerca de um centímetro.

Não tem como ninguém entrar aí, nem mais o pessoal da Defesa Civil. Já pedi para isolarem as portas, pra ninguém mais entrar, porque o primeiro que temos que fazer é preservar as vidas”, comentou o vice-prefeito de Itajaí, Rubens Angioletti (PL), que acompanhou a situação no local e conversou com moradores. À tarde, a prefeitura faz reunião com órgãos municipais pra discutir medidas para o local.

A princípio, a avaliação da engenharia apontou necessidade de escorar o prédio por dentro, andar por andar, pra estabilizar a estrutura. Com a garantira de segurança, seria permitida a entrada de famílias, uma por vez, ao edifício, pra retirada de pertencess. “Depois, nós vamos continuar monitorando, porque há outro risco além de o prédio entrar em colapso: é que ele está cedendo para trás, e nós temos outro prédio atrás”, alerta.

O futuro do prédio será avaliado após a retirada de pertences dos moradores, inclusive a possibilidade de demolição. “Aí cabe ao proprietário fazer o contrato da empresa que vai tratar disso com ele”, ressaltou Rubens. O imóvel pertence à família Müller, que tem residência na esquina do beco com a rua Almirante Barroso.

Retirada de pertences pela manhã

Durante os trabalhos de avaliação de engenharia e da Defesa Civil pela manhã, o município autorizou a retirada de pertences das famílias pelos bombeiros e agentes da Defesa Civil. Foi dado prioridade pra itens como remédios, chaves, documentos e roupas, que estivessem próximos às janelas.

As pessoas não entraram no prédio, apenas orientaram os agentes onde encontrar os pertences. A retirada seguiu até a determinação de que o edifício seria lacrado devido aos riscos estruturais. A permissão pra entrada dos moradores só será possível quando o escoramento deixar o prédio seguro. “A gente estava tirando aqui nos primeiros andares e nas janelas, mas o prédio está estralando”, comentou o vice-prefeito.

O edifício Irajá cedeu e afundou na noite de quarta-feira, por volta das 21h30. Os moradores saíram às pressas e só com a roupa do corpo. Três pessoas tiveram ferimentos leves devido à quebra de vidros. As famílias foram inicialmente acolhidas em abrigo no salão paroquial da igreja Matriz, mas a maioria seguiu depois pra casa de parentes e amigos. Quatro moradores estão na Casa de Apoio do município.

O prédio é formado por um bloco único de 16 apartamentos em quatro andares. No local moravam 65 pessoas. Os apês são alugados e apenas um estava vago, sem morador. Segundo a Defesa Civil, o edifício tem 62 anos.

Fonte Original | Carneiro News

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