Face o que presenciamos na nossa querida Barra Velha, devido à superpopulação de turistas nas festas de fim de 2025, réveillon e carnaval de 2026, vale uma reflexão, também por já estarmos prestes à Páscoa de 2026.
Sabemos que o turismo é, por natureza, uma atividade baseada em expectativa. Sim, antes de chegar ao destino, o visitante já constrói mentalmente uma experiência: descanso, lazer, hospitalidade, organização, prazer.
A decisão de viajar envolve tempo, planejamento financeiro, logística familiar e, sobretudo, emoção. Por isso, quando a experiência vivida entra em choque com a expectativa criada, o impacto psicológico é muito maior do que em outras relações de consumo.
E a intenção de retorno a um destino turístico depende fortemente da memória emocional construída durante a estadia, pois estudos de comportamento do consumidor mostram que experiências negativas têm peso desproporcional na formação da lembrança final.
Assim, mesmo que o turista tenha desfrutado de bons restaurantes, belas paisagens e dias ensolarados, mas enfrentou falta d’água, quedas de energia, esgoto escorrendo na praia ou um posto de saúde superlotado em momento de necessidade, esses episódios tendem a dominar a sua narrativa futura.
Em resumo, infraestrutura precária durante a alta temporada é um dos principais fatores geradores de desgosto, de forma que quando um destino se promove como paraíso, mas entrega caos, a sensação de propaganda enganosa, ainda que implícita, corrói a confiança.
E a confiança é a base da fidelização turística. Sem ela, o visitante passa a considerar alternativas. E em um mercado competitivo, alternativas não faltam, principalmente no belíssimo litoral catarinense.
Ah … e a experiência negativa também não se encerra na viagem. Ela se prolonga nas conversas pós-retorno. O turista insatisfeito torna-se um emissor ativo de alerta. E algo grave: diferentemente do turista satisfeito, que muitas vezes guarda sua boa experiência para si ou compartilha de forma moderada, o insatisfeito tende a relatar com intensidade seus problemas, com as redes sociais amplificando esse efeito negativo junto a potenciais visitantes, pois a sensação subjetiva de que “não valeu a pena” reduz drasticamente a intenção de retorno.
Em resumo: o poder público de Barra Velha precisa de um “mea culpa”, buscando mitigação de tudo daquilo que “enfeia” a beleza nativa local e que, certamente, “desconvida”, ao retorno, a quem aqui vem, na alta temporada.
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