Teve início nesta segunda-feira (19) uma das etapas mais importantes das obras de alargamento da praia de Balneário Piçarras: o lançamento da linha de recalque da tubulação, que será executado em três pontos ao longo da orla. Neste primeiro momento, os trabalhos estão concentrados na região sul da obra, na Praia da Barra do Rio, com a instalação de uma linha de recalque que varia entre 1.200 e 1.500 metros de extensão, para posteriormente ser realoacado no mar.
A operação ocorre com sinalização completa, incluindo boias e iluminação, garantindo a segurança da navegação, dos pescadores e das equipes envolvidas. Em paralelo a esta etapa, é necessária a montagem da tubulação que fará o transporte do sedimento até a praia, com tubos que possuem cerca de 4 toneladas e 12 metros de comprimento cada, sendo conectados e soldados até atingir a extensão necessária.
O projeto de alargamento da praia abrange aproximadamente 2 quilômetros de extensão, no trecho entre o molhe da Avenida Getúlio Vargas e o molhe da barra do Rio Piçarras. Ao todo, estão previstos 379.166,76 metros cúbicos de areia, com um investimento de R$38.280.000,00.
“Estamos com toda a mobilização de equipamentos e tubulações, e continuamos também a etapa de soldagem dos tubos que serão responsáveis pelo transporte do sedimento da draga até a praia. É uma fase que exige muito planejamento e verificação de todos os sistemas, para garantir que a obra transcorra sem interrupções quando for iniciada”, pontua Marcos Mesquita, Engenheiro Civil da DTA Engenharia.
Posteriormente a tubulação é levada ao mar para conexão com a draga, que tem previsão de chegada em Balneário Piçarras prevista para sexta-feira (23/01), com evento que marca oficialmente o começo dos trabalhos no mar, às 18h30, no Molhe da Barra (Rua 100).
A ampliação da faixa de areia representa um avanço significativo para o município, trazendo benefícios como o aumento da área de lazer para moradores e turistas, o fortalecimento do turismo e da economia local, além da geração de empregos e renda. A obra também desempenha um papel essencial na proteção da orla, funcionando como uma barreira natural contra o avanço do mar e a erosão costeira, especialmente durante períodos de ressacas marítimas.
PRÓXIMAS ETAPAS
Com a chegada da draga, os tubos serão distribuídos para a formação do duto principal subaquático, responsável por transportar a areia da jazida até a praia. O sedimento possui as mesmas características da areia existente – exigência para obtenção da licença ambiental – e será retirado de uma jazida localizada a aproximadamente 10,5 quilômetros da Praia Central, próximo à Ponta da Vigia, no município de Penha.
A draga Amazone realizará, em cada viagem, cerca de 6.000 m³ de areia por dia, com operações repetidas 4 vezes ao dia. Aproximadamente 60 profissionais atuarão diretamente na obra, entre técnicos de soldagem, meio ambiente, segurança, termofusão, operadores de máquinas e auxiliares, além do uso de diversos equipamentos para espalhar a nova areia.
A obra terá início na parte sul da orla, na altura do Molhe da Barra, avançando em direção ao norte, até o molhe da Avenida Getúlio Vargas. Os trabalhos serão executados em trechos de 300 metros, com tapumes e sinalização adequada para garantir a segurança da população.
“A princípio, realizaremos interdições rigorosas a cada 300 metros, permitindo o acesso apenas de pessoas autorizadas. Após a conclusão de cada trecho, ele será liberado e os trabalhos avançarão para os próximos 300 metros, de forma progressiva”, explica o secretário de Obras, Arthur Ribeiro.
A nova extensão projetada prevê mais 30 metros de largura da faixa de areia em relação à configuração atual da orla.
Os recursos para a execução da obra são provenientes do Fundo de Manutenção da Praia (Fumpra) e de recursos próprios do município, com prazo máximo de execução de 60 dias. Com esta intervenção, Balneário Piçarras concluirá o quarto alargamento de sua orla — os anteriores ocorreram nos anos de 1998, 2008 e 2012.
ACOMPANHAMENTO AMBIENTAL
O Município também realizou a licitação para a execução do Plano Básico Ambiental (PBA), que prevê estudos e acompanhamento ambiental da obra, com investimento aproximado de R$3,5 milhões. Somados, os investimentos ultrapassam R$40 milhões.
O plano contempla a execução de 12 programas ambientais, incluindo medidas de prevenção à erosão, monitoramento da qualidade da água, comunicação social, monitoramento do sedimento da areia e gerenciamento de resíduos da construção civil.
Entre as ações, a comunicação com a população é uma das prioridades do projeto e por isso foi implantado um contêiner de Comunicação Social na orla. No local, técnicos especializados estarão à disposição para tirar dúvidas, orientar moradores, comerciantes e turistas, além de distribuir materiais informativos, como flyers, com detalhes sobre a obra, prazos, etapas e cuidados ambientais.
“A proposta é garantir transparência, diálogo e participação social, permitindo que a comunidade acompanhe de perto todas as fases da obra”, finaliza Arthur.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Texto, Lyandra Machado, jornalista responsável
Fotos: José Santos










