Uma das mais robustas obras sobre a história de Penha nos últimos 300 anos foi lançada nesta quarta-feira, dia 30, fruto do trabalho de pesquisa do professor e historiador Eduardo Bajara de Souza, em evento prestigiado por lideranças, pesquisadores, amigos e familiares. Trata-se da obra: “Penha de Itapocoróy – Histórias e Memórias dos mais de 300 anos”.
O lançamento ocorreu na Escola de Educação Básica João Batista Paiva, em Armação do Itapocoróy, registrando também a presença dos historiadores Edison D’Ávila e Magru Floriano, de Itajaí, além de Cacá Fagundes, de Barra Velha.
Também entre os convidados, integrantes dos Foliões do Divino Espírito Santo de Penha, autoridades como os vereadores Lito da Costa (MDB), Luciana Rodrigues (PP) e Adriano Tibeco (PSDB), e o jornalista e colunista político Juvan Neto, do portal Carneiro News, assim como o editor Vilmar Carneiro e a escritora Iria Schneider, entre outros.
O livro, de 148 páginas, reúne relatos, pesquisas e curiosidades sobre a trajetória histórica de Penha, frutos de anos de pesquisa de Bajara. O historiador registra na obra como o Município se formou e evoluiu ao longo dos séculos.
De acordo com Bajara, o objetivo do livro é registrar e valorizar a identidade cultural de Penha, reunindo informações históricas que muitas vezes estão espalhadas em documentos antigos e relatos de moradores, dando espaço também a episódios históricos que não são encontrados em livros oficiais.
“Esse livro não começa onde os documentos começam”, leciona Eduardo de Souza, e “cada página é um ato de memória documentada”, acrescenta o pesquisador, que traz ainda no livro uma linha do tempo de seis páginas com datas cronológicas da evolução de Penha.
Na obra, o autor – que é também gestor cultural – fala, por exemplo, dos escravizados que ajudaram a construir a história local, dos “poetas-pescadores”, marca registrada do Município, das mulheres da pesca, muitas vezes apagadas, além dos sambaquis, dos indígenas carijós, dos açorianos e da relação da cidade anterior à pedra fundamental da Capela de São João Batista, em 1759.
Eduardo Bajara é natural de Penha e descendente de açorianos e belgas. Ele foi superintendente da Fundação Cultural Municipal de Penha de 2017 a 2024. Também presidiu o Colegiado de Gestores Culturais da AMFRI por dois anos consecutivos, em 2022 e 2023.
Recebeu as comendas Homem Brilhante e Embaixador Cultural da Paz, concedidas pela Academia de Letras do Brasil de Santa Catarina (2022 e 2023), e foi agraciado com o Troféu Catarinense Açorianidade Ilha Graciosa, como pesquisador e historiador, concedido pelo NEA (Núcleo de Estudos Açorianos) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) em 2023.
O autor recebeu também os dois prêmios catarinenses de “Boas Práticas Culturais”, concedidos pela Federação de Consórcios, Associações de Municípios e Municípios de Santa Catarina (2022 e 2023).







