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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Criminosos estão aplicando golpes com sites falsos e cobranças de taxas inexistentes

Criminosos estão aplicando golpes com sites falsos e cobranças de taxas inexistentes
Foto/Reprodução Redes Sociais

Com o avanço do programa de renegociação de dívidas do Governo Federal, uma nova onda de crimes digitais está atingindo brasileiros inadimplentes. Criminosos estão criando plataformas idênticas às oficiais para aplicar golpes, solicitando pagamentos antecipados sob o pretexto de “taxas de adesão” ou “entrada no processo”.

Segundo Paulo César Costa, CEO da PH3A e especialista em sistemas antifraude, os golpistas se aproveitam da vulnerabilidade emocional de quem deseja recuperar o crédito para agir com rapidez.

Golpe do Desenrola: criminosos exploram o senso de urgência

A estratégia é sofisticada: os fraudadores utilizam anúncios patrocinados em buscadores e redes sociais para que seus sites apareçam no topo das pesquisas. Ao clicar, o usuário é direcionado para um chat ou formulário que simula um atendimento oficial.

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Os criminosos exploram o senso de urgência. Eles sabem que a pessoa quer resolver o problema rápido e acabam induzindo a vítima a fazer transferências via Pix para ‘garantir’ o desconto”, alerta Paulo César Costa.

Como identificar o golpe e se proteger

Para não se tornar mais uma estatística, confira o guia de segurança baseado nas orientações do especialista da PH3A:

  1. Desconfie de pagamentos antecipados

Nenhuma renegociação oficial do Desenrola exige pagamento de taxas, depósitos de “ativação” ou qualquer valor para “liberar” o processo. O pagamento da dívida renegociada é feito via boleto ou Pix gerado dentro da plataforma oficial ou do banco.

  1. Verifique o endereço (URL)

Sempre cheque se o site possui o domínio oficial do governo ou da instituição financeira. Evite clicar em links recebidos por WhatsApp ou SMS. O ideal é digitar o endereço diretamente no navegador.

  1. Atenção aos dados solicitados

Bancos e órgãos oficiais jamais solicitam senhas, códigos de confirmação enviados por SMS ou o número completo do cartão de crédito com CVV durante um atendimento de renegociação.

  1. Proteja seus dispositivos

Autenticação em dois fatores: Ative em seus e-mails e apps bancários.

Atualizações: Mantenha o sistema operacional do celular e os apps de banco sempre na última versão.

Antivírus: Utilize ferramentas que bloqueiam tentativas de phishing (páginas falsas).

O que fazer se você foi vítima?

Caso tenha fornecido dados ou realizado um pagamento para um site suspeito, o especialista recomenda:

Interrompa o contato imediatamente.

Registre um Boletim de Ocorrência (pode ser feito online).

Comunique seu banco para tentar o bloqueio do valor via Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix.

Altere suas senhas caso tenha feito login em páginas suspeitas.

“Informação e checagem de dados são as maiores defesas contra a fraude digital”, conclui o CEO da PH3A. Na dúvida, sempre procure os canais diretos do seu banco ou o portal oficial do programa.

O que é o Desenrola Brasil

O Governo Federal llançou o Desenrola Brasil (Programa de Renegociação de Dívidas) 2.0 para reduzir o endividamento geral no país. A nova fase tem como foco quem deseja negociar com o Desenrola, como contas de água, energia e débitos estudantis.

Com juros de até 1,99% ao mês, a iniciativa oferece descontos que podem chegar a 90% do valor total da dívida. O programa é voltado para brasileiros com renda de até dois salários mínimos ou inscritos no CadÚnico (Cadastro Único).

O que pode ser quitado agora

O Desenrola Brasil 2.0 amplia o leque de oportunidade para as dívidas que podem ser renegociadas pelos credores. Além dos tradicionais cartões de crédito e também do cheque especial, o cidadão poderá negociar com o Desenrola contratos do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e contas de serviços essenciais, como água e luz. Mais de 600 empresas, entre bancos e varejistas, participam da ação.

Para participar, a dívida deve ter sido negativada entre os anos de 2019 e 2022. Além disso, o valor total atualizado do débito não pode ultrapassar R$ 20 mil. Todo o processo de consulta e negociação é feito de forma digital, utilizando a conta do portal Gov.br.

Uma das grandes novidades desta etapa é a permissão para utilizar até 20% do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar os débitos. Para garantir a segurança da operação, o dinheiro não passa pela mão do trabalhador. A Caixa Econômica Federal transfere o montante diretamente para o banco credor.

A nova fase chega em um momento crítico para as finanças das famílias brasileiras. Segundo dados do Banco Central, o índice de endividamento atingiu 49,9% em fevereiro, o maior patamar desde 2005. Ao negociar com o Desenrola, o governo espera injetar mais fôlego na economia e reduzir o comprometimento da renda, que hoje bate recordes no país.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), rebateu críticas sobre o uso do fundo de garantia. Segundo Marinho, o impacto de R$ 4,5 bilhões previsto não coloca em risco programas como o Minha Casa, Minha Vida, já que representa menos de 1% do saldo total do fundo.

Passo a passo para limpar o nome

Para negociar com o Desenrola, o interessado deve acessar a plataforma oficial do programa. Após o login, o sistema apresenta a lista de dívidas disponíveis, os descontos oferecidos por cada credor e as opções de parcelamento, que podem chegar a 60 meses. Após a confirmação do pagamento à vista ou da primeira parcela, o nome do cidadão é retirado dos cadastros de inadimplentes em poucos dias.

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